quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

...

... nem sempre o contido é certo
... é verdadeiro
... é lúcido
... é só
... é o porto seguro
... é o tudo
... é feliz!?
Talvez caros mortais devêssemos ir ao encontro do irresoluto...
Solução ou aprendizagem?
Dever ou prazer?
Carência ou sanidade?
Simplesmente paixão, logo amor. O sentido da vida!

(Andreia Albeck)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Seja o meu...

Homem Simples

Mamãe me disse quando eu era jovem
Venha sentar-se ao meu lado, meu único filho,
E escute com atenção o que eu digo.
E se você fizer isto irá lhe ajudar em algum belo dia.

Leve seu tempo... não viva tão rápido,
Dificuldades virão e passarão.
Vá encontre uma mulher e encontrará amor,
E não esqueça filho, Há alguém lá em cima. (Deus)

E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não quer fazer isso por mim filho,
Se você puder?

Esqueça seu desejo pelo ouro do homem rico
Tudo aquilo que você precisa está em sua alma,
E você pode fazer isto se você tentar.
Tudo aquilo que eu quero para você meu filho,
É estar satisfeito.

E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não quer fazer isso por mim filho,
Se você puder?

Menino, não se preocupe... você se achará.
Siga seu coração e nada mais.
E você pode fazer isto se você tentar.
Tudo que eu quero para você meu filho,
É estar satisfeito.

E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não quer fazer isso por mim filho,
Se você puder?

E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
(Lynyrd Skynyrd)

***
Só meu, e único...
Me proteja de outras histórias
"..."

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

...

... A nudez da minha alma, que é mais profunda que das vestes superficiais que demonstro ao mundo, é a que me traz a verdade sobre você e o que sinto...
é o silêncio que me traz a grandeza, escondida pelos sons que me cercam, e mascaram tudo...
Sinto sua falta, sempre!
 Por isso viver anestesiada sob a "presença" dos outros não é viver, mas aceito morrer sutilmente.
"..."

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quando a estética da expressão se delimita à lamentação é chegada a hora de redesenhar os traços e os laços...

Não compreendo a simplicidade para me livrar. Dor.
Então permanecerá...
Haverá de existir. Serei capaz de enfraquecê-la.
E novamente acreditar. Amor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

só desejando respirar um pouco mais
soluçar um pouco menos
antes de amortecer os sentidos
e expulsar a mágoa escorrida dos olhos
 
só desejando não ter memória
das horas de todos os dias
das horas noturnas
de súplica de mim,
da minha voz escrita

como se eu fosse alguém

como se eu fosse única

como se eu fizesse falta
para um sonho bom
ou apenas
boa noite
para dormir com os anjos
...

sábado, 19 de novembro de 2011

Asas

"Quem dera tivesse o poder de uma fênix e não a fragilidade de uma borboleta."

Ambas igualmente belas e fortes, porém há momentos que a vida nos exige resistência ao invés de doçura; e assim a dor nos parecerá lição de vida e não um infinito e latente abismo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Um dia depois de tudo

Silenciado.
Acomodou-se como quando não existia,
como no dia de antes daquele que tudo parecia mudar.
Mudou.
Transformou todos os outros dias em prismas,
daquele primeiro.
Suspirou a cada motivo.
Emaranhou-se [me] em seu peito.
Recuado.
Ensaiou em reticências a batida ininterrupta, [in]finita.
Para quem sabe causar [me] um dia
um choque de batimentos cardíacos
e recuperar seu coração.
Ressuscitado, ele circula contido.
Mas ainda, vivo.
No hoje.
Depois de outros dias como aquele, de tudo.
Que foi, mas não se vai...

***
Hoje eu queria poder escrever um outro poema ou uma história.
Eu quis contar um conto, de dois.
Se foi pra quem sabe um dia, ou depois...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A saudade

Ela sempre chega!
Visita indesejada e constante, que chega nocauteante,
dá sequer pra eu me defender, uma chance!
Chega violenta e toma conta de tudo que é meu.
Rouba minha doçura,
transforma minhas palavras em socos no estômago.
Me faz agredir igual...
Depois ela toma conta do meu peito,
me faz chorar pelas flores que ganhei
e pelo soco que em troca eu dei.
Me faz enxergar o limite próximo do chão.
Eu perdôo sempre, só ela que não !!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

...

O que será mais infinito?
A vontade...
A saudade...
A dor ...
ou
o AMOR...
[?]
[...]

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

...

Não sou capaz de compreender mais de uma fala ao mesmo tempo. Só consigo ouvir uma de cada vez, pois minha atenção só pode ser dada à apenas uma pessoa, uma história de cada vez.
E a história tem meu coração caminhando com tudo...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entre dois mundos

Tentando entender as palavras ditas, não consigo encontrar sentido, pois a sensação é que nunca se diz aquilo que se sente, ou diz-se muito pouco, diz-se apenas metade de tudo. Apenas medo.
Diz-se apenas a metade que seduz. A outra metade diz-se pelo silêncio, pelo olhar.

Depois de brigar com a compreensão, como sentir-se pleno com a necessidade do outro, que necessita de ti tanto, pouco?
Necessita tanto, que pouco que lhe faz parecer que você nem precisa existir, tanto.
E te faz pensar que o cansaço chega não pela batalha, mas pela dor de não ter pelo quê lutar.
A soma das horas vazias preenche o dia e se divide entre a saudade, multiplicada pelos risos de segundos. O tempo não espera os ponteiros imaginários do lindo relógio invisível.

E a soma trazida pela memória da vida não vivida segue fria, por deixar que ela continue se dividindo neste reencontro entre duas almas.
Uma delas, soluça por acreditar na vida e se aquece pela solitária chama do amor [re]nascido.
[...]

***


sábado, 8 de outubro de 2011

O tempo...

O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável
do centro das atenções.
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Trampolim

Sobe desce
sirva-se de mim
Alcancei o paraíso
tendo você assim
para as horas nulas
que nunca houve [en]fim

Fostes linda
ao ser meu belo trampolim
[...]

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Blind Melon - Change

Eu não acho que o sol vá sair hoje...
ele ficou lá... Vai encontrar um outro caminho.
enquanto eu sento aqui nessa miséria
eu não acho que algum dia saberei, ó Deus
como é ver o sol daqui.

E oh! enquanto eu desapareço ao longe
eles vão olhar para mim e falar, e então vão falar
"Ei olhe pra ele! Eu nunca viverei desse jeito"
Mas tá tudo bem, só estão com medo da mudança.

E quando você sente que sua vida não vale a pena,
você tem que se erguer, e dar uma olhada em volta, olhar em direção ao céu
e quando seus sentimentos mais profundos estão quebrados
continue sonhando garoto, pois quando você para de sonhar é hora de morrer

E como todos nós somos parte do amanhã
as vezes iremos trabalhar, e outras vezes brincar
mas eu sei que não podemos ficar aqui pra sempre
Então eu vou escrever minhas palavras na face do hoje...
... e eles irão pintá-las

E oh! Enquanto eu desaparece ao longe
eles vão olhar para mim e falar, e então vão falar
"Ei olhe pra ele, e onde ele está agora"
Quando a vida é dura, você tem que mudar...

Quando a vida é dura, você tem que mudar!

domingo, 2 de outubro de 2011

O caminho parece tortuoso, às vezes é só impressão, às vezes é fato.
Podemos decidir quando é um ou outro.
Nada é tão simples que não possa parecer complicado (alguém já disse...).
Enfim, eis o [s] caminho [s].
Às vezes linha reta, poucas curvas, quase estável. 
Flores sem cores, desbotadas pelo tempo.
Outros muitos atalhos, curvas perigosas, ladeiras. 
Decidimos. Desafiar ou não. Desviar ou não. Viver ou não.
Ele [o caminho] surpreende, mas pouco importa.
O sofá é mais confortável, embora não lhe traga o descanso.
O lençol é mais cheiroso, embora deseje sentir o perfume distante.
A água é mais límpida, embora sonhe com a embriaguez do vinho.
Deseja a grama, mas se conforma com asfalto.
Deseja o mar, mas se conforma com concreto.
***
Sonha com o infinito, embora aceite o escrito.

sábado, 1 de outubro de 2011

Quando eu não fui

Não invadi seu mundo
entrei pela porta que me abriu,
mostrou-me seu belo
sua dor
não fui doutor
sou professor.

Era só de passagem... [?]

Esqueceu de me avisar
quando me avistou,
avistava a partida
não me deixava partir
tentei ficar, não pude ir.

Agora não mais precisa
dos meus laços
dos meus cachos.
Já sarou, não dói mais
já pode rir
me pediu pra seguir.

Não invadi seu mundo de solidão
fui convidada pelo seu coração...

sábado, 24 de setembro de 2011

Primazia chegada

Ele pode ser um buquê, pode ser um bocado
parece sorrir, parece falar olhado
nessa e n'outra estação
naquela que já foi e n'outra que virá

Outra [...]
transformação
metamorfismo coração

Se assim desejares, ei de tocar
se assim fugires, [não] ei de chorar
se assim morreres, ei de acalentar
se assim nasceres, ei de renovar
---
Deixe ir pela sombra do invernado
Névoa púrpura [...]
acorde dolorido, tatuado
mal cicatrizado
--
Chega-te primavera!
me leva contigo...
[?]

domingo, 18 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Por onde andei?


Na infância de latas nos pés
Risos fáceis e tolos diante da lua
Corre, salta, grita o suor da pele
E se esconde no beco alegre da rua

O ponteiro salta e corre do tempo
Que traz as marcas no rosto
E o caderno de rabisco que despaginou
As latas agora soam música
E tocam o silêncio do brilho que ficou

Nos prometem o caminho em linha reta
Mas não dizem de quem são os pés
Que seguirão a estrada escolhida por eles
Por onde andei?

Se faltar luz, não os perturbe
Se faltar água, não vos chame
Se faltar o gosto, amargue a solidão
E siga pelo caminho dos pés da multidão
Por onde andar?

Se quiseres vida, morra ao menos uma vez
E respire o cuidado de ser o seu espelho
Mas não se afogue na abundância do sentido
E nem rasgue as asas que te levam ao céu

O sonho tanto perseguiu que me encontrou
De tão farto e belo feito pelo tempo escasso
Repentina face estranha de alma vencida
O beco do meu olhar atravessou 
A velha alma de metal distante agora ressuscitou

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Calmaria

Resta pouco para se alegrar
das vestes que recobrem a falta
pouco a que se esperar
pelo que parece ser o bastante
basta ser o que posso
para ser a calmaria de outro dia
Aquela que trouxe o alento
que um dia o seu dia acalmou
mas, que nos dias atuais sua voz gritou
que nada mais lhe trazia
além de tormenta e ventania.


domingo, 28 de agosto de 2011

Abstração sonora

Não suportaria uma definição infame ou qualquer coisa que se faça absoluta. O som parte de mistérios transcendentais, circula pelas vias da esfera corporal e corre para a dimensão do infinito, da coexistência das emoções singulares que se abrem para o mundo, dialoga com o restante do universo. Vibram sopros, imagens, símbolos, códigos, espaço visual e físico. Metafísico, cósmico.
Investigação de si mesmo, conectado e paralelo, ainda sim, único.
Elementos conjuntos estratificados, porém indivisíveis. Nova[mente] pura...
Atração impulsiva da criação que vem de fora e está no espaço, meu intangível.

O som produzido é arte. Eu admiro a arte. Eu posso ser arte, posso ser som. Posso ter ou ser. Ele recruta de forma brusca tão quanto delicada a minha essência, quase imperceptível, involuntária à uma dança. Hipnotiza magicamente a co[ns]ciência. Traz o silêncio descortinado. Desordena a perfeição e a torna perfeita. Flui graves e agudos na dialética através, atravessa minha alma. Diálogo de ruídos em progressão regressa intermitente, calada, gritante, soprada. Viagem da mente, alucinada-mente, rebelde, psicodelia dormente. Recriação de sonhos, acordes.
Reparação dos olhos e do jardim da vida. Recriação da infância, extração da eterna juventude.
Poço de concretudes que briga pela inocência vivida, corrompida, renascida.
Assim é minha cura.
O acorde, o som... Ele é assim, a minha música.
[...]






quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Insônia

Será que posso me sentir assim?
Flauta doce...
A porção Sol que chega diz que sim.
Que devo tirar o som, tirando os olhos da nuca.
Com tantas tiras fica tudo tão tirano...
Dormente pelo sonho que se conta,
sem se misturar...
Nos [os] sonhos se encontram,
só eles se misturam.
O sono aquece, esquece, permanece.
O real enlouquece...

(Arte surreal - Vladimir Kush)

(Tempos modernos - C. Chaplin)




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Versão...

Ou versinho?
Um jogo de letrinhas, uma sopa
quem sabe?
Boa quanto? Uma delícia...
De quantos? Dois!
E um som,
púrpuro.
Uma experiência.
De quanto?
Não sei.
Nem o relógio!

Só o sorriso.
(...)


sábado, 13 de agosto de 2011

Quando as palavras sufocam

Me afoguei na teoria dos achismos.
Me bastei e fiquei.
Eu meus (im)próprios defeitos. 
Percebi que não basta que outros digam, foi preciso enxergá-los com os meus olhos (e erros)...
...E nada como a minha própria dor para tentar mudar ou melhorar aquilo que se não faz bem pra mim, também não fará bem pra mais ninguém.
Cabe aqui e agora um mundo de outras coisas, de palavras que saíram querendo fazer sentido, sem nem sentir.
Querendo fazer verdade sem nem existir. 
Não entre nós.
Nesse mundo que só cabe a gente
Só não cabe o mundo.
***
Se eu tivesse poderes eu voltaria as horas do relógio...
Como não tenho será que cabe também o perdão?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Improversado

O grande dia...
Que é também noite, madrugada que não se cala nas horas e o ponteiro que corre lentamente pelas vias que transportam o frio que ferve, acelera. 
A multidão de poucos se prepara,  mesmo sem muito pensar no tudo que será. 
Eles apenas estão lá. Alguns serão transportados, abduzidos, outros simplesmente nem saberão que estão, o que são, sóbrios não sobreviverão. 
A essência está nos raros que sentem, tocam o desafinado tom do planeta que parece se tornar belo e livre, pelos instantes do som que sai.

A arte de viver é uma filosofia de poucos, os raros que dela vivem...





domingo, 31 de julho de 2011

(Ad)versos

Minhas mãos movem-se frias pela provoção do silêncio,
mil e quinhentas cilindradas rasgando cada centímetro de mim.
Olho para o lustre e o vejo em desenhados raios que entram
e se enterram como se a qui fosse a primeira casa.

As pancadas não desaceleram. Sentida falta de sentidos.
Provocação dos olhos que não impede a morada
do impulso impetuso, imperativo, incolor,
entre os paginados avisos não há retorno sem dor.
Na sala, sob o veludo cor de pele me reviro
entre os lados a memória chega e se aconchega.

Certo palpite com linda imperfeição,
beijo quase roubado, desatento chegado.
Uma caixinha musical infinita que de tão particular
tinha um Monte de amor e outro de sabor.
Até um dragão de metal chegou. Deixou as chamas...

Os olhos refletiam seu lago,
o brilho das águas em movimento.
Quanto querer em tão pouco momento.
Se alastrou, não houve contentamento....

Cada novo dia uma velha caixa. Dentro vontade,
transbordante saudade desafiando as janelas do tempo.
Interrogo então o giro da terra, que me fez
reencontrar o ponto de partida, certo desalento.
Onde estarás neste momento? O ponto...
Talvez  no equilíbrio do meio fio que corta
a coragem do efêmero efeito. Um tanto quase desfeito.

Os outros, ahh... Há antigos outros...
Desencorajam o ponto, partido da partilha.
Juntam-se os fatos, os fracos e os quatro.
Dois que caminham e outros dois que dividem-se
de panos e letras aos pedaços. Multilacerados...

Um raro filme  de cenas cortadas,
cortinas prontas lilás, listradas ou letradas.
Traços de traças em finas taças.
Arredios versos de póstumas falas que sóbrios vivem
pela ausência dos certos.
Quando a falta, há fala...

Eu saberei escutar, sim eu já sei!

Crer que haverão outras fotografias,
reveladando estranhamente uma longa conversa.
Haverão outros campos, outros tantos.
Um simples acorde de velho vinil,
que possa me tocar sem prantos...

Lírios e borboletas, você poderiam me segurar pelas mãos?
Eu também posso voar...
***

quarta-feira, 27 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Raros e o translúcido

É ali, onde a lua nasce sob os pés e do chão brilham as luzes de um céu, onde aquela velha boa banda toca dentro de um copo enquanto um percussionista bate em compassos distantes desregrados, que os raros se encontram. Mão e instrumento, letra e melodia. Celebram sua existencia com vinho barato e prosa dispendiosa. Chegam como se já fizessem parte da paisagem e partem sem deixar vestígios de que um dia ali estiveram. (Le Rosa)

Sabe o que é?
Tem dia que nem o calor da lua e nem o brilho do sol conseguem derreter o gelo do chão que falta, então tudo que você consegue é tentar não pensar na falta que isso faz... Daí vem um raro roubante e diz tudo sobre a falta que você sente, que saiu e você nem viu chegar; ela parece cobrar o seu lugar de ontem, que deixou para trás e hoje quer fazer falta de novo. 
Quer saber? Acho que você é meu amigo Áxis, bold!
Então lhe pergunto!?! Por que tem que ser tão translúcido se há respiração latente?
Porquê?
Se entorpecidos de alquimia valente de cheiros, exalam na superfície do céu que é chão...
Por ter me tomado os olhos para ver o quão profundo é o reflexo do espelho quando se fundem, como num quadro de imagem lascívia pintada de carne.
Que buscaram-se nas horas, pelas estradas montanhosas do vale escondido pela paisagem de neblina, que é sol e lua...
Porque quero ser tão forte quanto às cores?
?
"..."
E o descompasso segue, tentando alinhar Os Raros - reis, rainhas e valetes - dos ventos que lacrimejam o céu em cores...
***
Post dedicado ao amigo ladro!!! Rs...
Ahh! Aquele da Fender Stratocaster, 1969, branca... (mais risos)



domingo, 24 de julho de 2011

Quase belo ou quase palco...

Os pratos voam presos libertos
Simbiose percurtida
Das mãos de vassoura
Quase sempre mágicas que são, que soam
De um baixo sempre à favor
De um pesar nominal quase contra
Melodicamente um agravo não tê-lo
Diante do seu estado grave
Grave estado de ser som

Envaidecidas amálgamas tecladas
Solícitas, solistas que são
Planificam nobre os arranjos ecléticos
Sintéticos, de fonética quase óbvia
Não fosse pela liberdade vibrástica
Do espaço displicente, incomum existente
Daquela quase mente, que não mente

Diante dos olhos que guiam
Enxergados pelas pontas
Que quase sangram
Acordes do infinito solto
Adiante dos olhos místicos
Lendas soltas
Dos braços de abalos vibrantes
Cantantes intrigados natos, cortantes
De alma insana
Estática ilustre inquietante
De corpos pulsantes

Entrega quase indesejada
Daquela que quase escuta

Quase viajante
Tardia tripulante
Do templo único existente
Transponente dos mundos
Lendários e lendas
Templo de tempos distantes
Da multidão de poucos
De coro atento e impreciso
Inexatidão perfeita
Quase clássico
Quase novo

À espera do grito brincante
Do agora acordado
Do sono, quase sonho distante
Labirinto propagante
Da alma que quase canta
Quase salva, quase cala
Quase cansa


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recanto

Antes de ver o Sol nascer
Quero o sorriso das noites
Que traz a Lua bem aqui
Bem alí, onde eu te ví
Antes...
Ontem foi que eu ví
Nascer aquele brilho
Naquela Lua de depois
Antes veio o Sol
Já estava alí quando te ví
Sonhei, acordei e dormí
De asas e botas...
E assim você esteve alí
E aqui...

Risos que cantam as cores dos varais
Ostentam a alegria dos quintais
Dormem sonhando entre as ruas
Recordam passadas as Luas
Ignoram as recompensas da alma
Gritam silenciosos seus encantos
Ofegantes... Encontram seus cantos....


Barcarola - Salvador Dali

sábado, 16 de julho de 2011

Destino imaginário

Uma viagem, como corpo guiado pelos ares
Do corpo que nos ares brinca, canta e repousa
Repouso de risos, de choros que se alegram ao vê-lo
Aquela menina, dos olhos de seda, dos fios espiralados
Que caem libertos, dançantes ao som vibrado distante
Vagante nas palavras e viajante dos planetas
De tão distante se fez real...

As letras estão contrárias, do fim para o começo
As rodas giram curvas pelas ruas de vidro
Dos vaga-lumes que iluminam a cidade de papel com asas

Voa alto para o destino imaginário
Dos copos que trazem bobos os abraços
De alegrias intempestivas
E indefesos sonhos que se desfazem feitos
Ela se desfaz dos brilhos da lógica incomum
Para poder brincar além da roda gigante
E seguir pelo destino adiante!
***

 (Tall Painting)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cinza. Às vezes verde ou vermelho...

Das cores que giram reais no palco dos sentidos
que soam como timbres resilientes na busca incessante pela imensidão,
a alma repousa à luz do juízo ilhado.
As cercas do tempo se jogam no horizonte,
consomem os passos, os traços, os laços...
Visão alucinada do súbito alívio,
repentina existência que recende o descanso desejado.

Recontadas histórias aproximadamente distantes e permanecidas,
de fragilizados caminhos constantes e desencontrados,
encorajam-se pelas trilhas, que solam emergidas do acaso aceso.
Da lua, das fases...

Refugiada inquietude da íris paralisa os verbos que não se conjugam.
Tempo concedido, tempo concebido.
Como aquela pintura de arte musical inacabada.
Logrados sentidos rascunhados no papel em cores.

***



***
Hj é nosso dia!
Apesar de o dia não ser nosso...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Clave de sal

O sol disse oi.
Reluzentes raios atravessaram minha janela, que por hoje não se abriu.
As cores refletidas se apagaram diante do poço e da imagem.
Quisera eu jamais tê-la. Jamais tê-la me olhando.

Ele me convidou para o seu mundo, mas os caminhos estão interditados.
Tocou-me em cantigas que não ecoam a sua voz e nem seus dedos.
Dedos anelados pelo símbolo vazio ou incompleto que figura o acaso.
O sal escorre sobre as maçãs. Pela face, me toca tristemente aveludado.
Horas a fio...

Toca-me a triste cantiga das águas, entre espasmos soluçados cheios de dor.
É um poço sem fim.
Sem clave.
Sem letra.
Sem acordes e sem música.
O corpo fica e se arde. As asas queimam e se vão...
Infinitas inglórias serão as cinzas dos dias sem memória, que ainda virão.
"..."

***

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pare (e) pense...

Pense sem parar
Pare sem pensar
Não pare de pensar
Pense sem cantar
Cante sem pensar
Não pare de cantar
Pense sem tocar
Toque sem pensar
Não pare de tocar
Pense sem dançar
Dance sem pensar
Não pare de dançar
Pense sem ouvir
Ouça sem pensar
Não pare de escutar
Pense sem beber
Beba sem pensar
Não pense sem beber
Não beba sem parar
Não pare de beber (às vezes...) [Sic]

Pense sem amar
Ame sem pensar
Não pare de amar

Pense pra viver, viva pra pensar (e) sem parar!
***

Tks pra tod@s os comentários, amig@s, elogios e qq coisa q faça bem pra alguém no mundo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Canção emudecida

Sabendo da existência e desconhecendo a origem
sua destreza astuta e rastejante à mim hoje se apresentou.
Violenta e amarga, sua alma cortante rasga e fere.
Impedida pelo silêncio imposto ao outro distante
não mata, finda. O fim se inicia ao ouví-la.

Conhecê-la eu jamais desejei!
Já que as luzes atravéz do prisma em emprestadas cores, me fazem vital
Prefiro ao toque silencioso dos lábios pulsantes que amam. Não se calam!
À viagem para o outro planeta guiada pelo seu solo perfeito que me toca em transe.
À meditação divina da nudez disforme, expressa em primorosa elevação do desejo.

Não se aconchegue muda canção! Não serás acolhida! 
Esta alma clama pelo ruído das palavras, vibra somente ao agito dos acordes.
Ao improviso lunático e delirante orquestrado pelos sentidos,
sedentos vestidos de poesia subversa e estética agressiva.
Oh canção emudecida!
Não violente. Não aprisione. Não me impeça de ouvir!
Dançar...

Prazer!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mais som para o planeta!

Essa frase do título não é minha. Um amigo das redes postou no meu face um clipe da sua produção e autoria musical e em seguida lançou essa máxima. Num reflexo imediato eu concordei.
No mesmo instante, pensei "e se? "
"Não existiria som se não houvesse o silêncio..." (Lulu).
***
Se não houvesse o som... Aquele sopro improvisado da clave que ilustra o meu espaço nas linhas do seu corpo... A vida seria mumificada!
Vão acordes... Em vão!

Se não houvesse você, estaria eu condicionada à glória desconhecida que me apresentaste as notas e as cores do som, música que já era minha e sua. Passou a ser nossa.
Da mesma forma que desconhecida a razão, buscamos pelos atos e espaços para decifrar os signos mais eloquentes harmoniosos e desarranjados da perfeita harmonia sintônica, entre eu e você.

E se...
***
Mais som para o planeta. É isso!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Inspiração

Plurais

Dizem não pense não olhe e não faça
O que lhe fere com suas próprias mãos
Apreciam sujam e destroem
As cores que separam o agora do infinito
Julgam  mentem e alegram-se
Pelo incógnito desnudo alheio
Sinto a ferida que não cura
Enxergo arco-íris momentâneos
***
Dialética prerrogativa da transgressão!

sábado, 2 de julho de 2011

...

“Publicar um texto é um jeito educado de dizer: - me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu”. (Tati Bernardi)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Estação

Mudam as cores, cheiros, aromas...
Tudo muda todos os dias. Quase!
Estou à espera.
Alguém pode me avisar quanto tempo leva???
Quantas estações? Todas? Todas quantas?
Ah sim... Obrigada!

Todos assim

Eles me olham! Olhos amendoados e lindos...
Pidonhos!
Eles brincam, correm, pulam. Latem!
Eles me dizem bom dia. Beijam!
Eles me acompanham.Cheiram!
Eles se preocupam. Sentem!
Eles choram.
Sentem falta.
Eu também sinto.
Eu brigo com eles. Eu os amo!
Acho que me amam também.
Todos assim!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

|!No words!| zzz...

Escuta e sentido

Pressentir. Sentir com antecipação. Ouvir ou perceber antes de ver.
Algumas definições de.
FaRIA sentido toda aquela felicidade? Sim, não, talvez...
Ela só não podeRIA instalar-se. Tornar real. Não que não fosse verdade, mas apenas meia.
Por horas, instantes. Perto e longe... De cristal... Através de.
É sempre tão bom... Ou era. Será? Talvez...
DesejaRIA eu então, pressentir a vontade de ficar. Tocar...
Toca-me? Por mais...
Eu e meu sentido. Eu e meu desejo. Eu e meu som mais afinado.
De acordes brutos e notas intensas...(¹)
Eu...
You and I...??

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¹ citando Ségio Filho.

Consternação

Temerosa pela angústia do passado que jamais foi presente...
- Fujas da volúpia, da lembrança e da saudade!
Busco pelo abrigo no oculto agonizante...
- Vasculhes o som do silêncio! Encontra-te! E repouse.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Flutua, flut...

Agora estou confusa com as palavras e com o tudo que me destes. O tudo é um eterno flutuante...
No mais, já foi, sem antes ter sido...

Ventania

Um dia como todos os outros
Deveras ter sido, não fosse toda distância
Que separa olhares e corpos
E nos fere com sua sutileza
De desentender a simplicidade das letras
De mesma distância estava o Sol
Ventania e sombridade assoviavam o entardecer
O céu não estava azul e límpido
Assim como os corações

Na ânsia do querer
Entre a distância, o Sol e a ventania
Golpeada pelo caminho tortuoso
Me faço presente
E lhe digo
Mesmo pelas milhas distantes
Te sinto muito perto
Despida de todo meu orgulho
Descubro mais uma vez
Preciso de ti
Assim como a poesia precisa do som
Os campos da tempestade

E ainda que percorram os ponteiros
O tempo voe e a chuva passe
A permanência dos meus sentidos fluem
Como se não houvesse no mundo
Tristesa maior que a sua ausência

Tenha um lindo dia. (dia 08/06)
Risos serão sempre bem vindos, mesmo distante...
"..."

Rosa vermelha

Primeiras notas

"Se um acorde é a expressão de duas ou mais notas, arrisco cuidadosa e ferozmente a escrita dos sentidos que noto efervecer do meu universo; lá ele se encontra... Sobrevivente das pulsações corrosivas do sentir, tal e qual anestesiado pela distância do toque e pela hamornia do desejo."

Hoje é 30 de outubro. Tem sido esse dia todos os dias desde então...