domingo, 21 de outubro de 2012

Nem o tempo, nem o vento



Nem passa, nem toca
Nem voa, nem soa
   Foi-se um dormente vazio 
Que latente entoa


"Não há quem sustente uma luta mais árdua do que aquele que se tenta vencer a si próprio."
Thomas Kempis

sábado, 25 de agosto de 2012

Sem sentido, a alma morre.

Como viver sem alma?
Como passar pelos caminhos do amor e da vida sem sentir, sem sentidos?
Esquecer parece ser o mesmo que perder.
E a perda dos sentidos dói.
Qualquer dor precisa ser materializada para se esgotar, por isso me torturo.
A dor e o sofrimento matam o esquecimento.
E qualquer coisa ou sentido parecem ser melhores que a morte...
Se não sei lidar com afetos?
Descobri que não.
O seu afeto "nunca" antes havia morado em mim!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

É...

"É muito mais que apenas só [tudo] isso. É o que não pode ser, mas está profundo demais para eu alcançar e enterrar."

domingo, 22 de julho de 2012

O Vento Chora Mary (Jimi Hendrix)

Depois que todos os valetes estão em suas caixas
E os palhaços foram todos para a cama
Você pode ouvir a felicidade invadindo a estrada
Pegadas cobertas de vermelho
E o vento sussurra Mary

Uma vassoura varre melancolicamente
Os pedaços de vidas passadas
Em algum lugar uma rainha está chorando
Em algum lugar um rei não tem esposa
E o vento grita Mary

As luzes do tráfego se tornam azuis amanhã
e refletem seu vazio sob minha cama
A minúscula ilha começa a afundar
Porque a vida que eles viveram está morta
E o vento grita Mary

Irá o vento sempre se lembrar
Os nomes que ele citou no passado?
Com esta muleta, está velho, e está sábio
Ele sussura, "Não, este será o último"
E o vento grita Mary

sábado, 7 de abril de 2012

Sonhos e chamas

O fogo e a escuridão devem perder nessa guerra.
Não se pode sonhar... E perder as noites de verão.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Codinome Beija-Flor

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
(Cazuza)

Quando as palavras fogem, fica a dor, restam música e poesia...
Cabem tantas interpretações... É só se deixar levar pelo som, pelos acordes.

sábado, 3 de março de 2012

Só querendo desabar um pouco mais...
Querendo brigar com o acaso.
Sentindo a dor por acreditar.
O vazio necessitado de [des]gostar.
O cheiro que não exala, penetra...
O tudo que não preenche, escorre.
Os olhos que não se esgotam.

A dor de amar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Onírios imortais

Cercados pelos anéis de prata ou de Saturno
giram as cores de todos os nossos sabores
quentes, frios, gelados
alucinados
fluidos em colisão 
de lábios alagados

céu púrpuro
ainda rondam desesperados
caçam as trilhas do retorno
brilho
fascínio adorno

dos beijos
encantados
furtados
viciados...

Sonhados.
Vividos.
Imortalizados...