quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Até compreender... Haja quebrar a cara. Haja doer, doer...
Quem sabe ao certo (?) se está tudo certo mesmo...
Ou se o errado é mesmo errado?

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A fala é um ser de razão, não de emoção...

"A fala não é uma ação, não manifesta possibilidades interiores do sujeito: o homem pode falar do mesmo modo que a lâmpada elétrica pode tornar-se incandescente." (Merleau-Ponty)

Atrás da fala, da palavra falada está a atitude, a função que a condiciona. Por isso falar é diferente de fazer. Fazer é ação, emoção... Falar é mecânico, razão.
Aquilo que vi, ou imaginei ter visto, pareceu ser tão maior e tão mais importante,
que o que logro expressar soa palavras vazias, cheias de ar, quase falsas.
Me escapou ser incapaz.
Junto várias delas, formo frases incompreensíveis, na expectativa de que alguém uma dia irá me ajudar tornando-as mais inteligíveis ao mundo, ou ao menos em mim... Ou num peito que soa inquietudes alvoroçantes, frenéticas, histéricas de saudade e dor.

***
"A fala não é uma ação, não manifesta possibilidades interiores do sujeito: o homem pode falar do mesmo modo que a lâmpada elétrica pode tornar-se incandescente." 
(Merleau-Ponty)

Atrás da fala, da palavra falada está a atitude, a função que a condiciona e que pode ou não acontecer. Por isso falar é diferente de fazer. Fazer é ação, emoção... Falar é mecânico, razão.

domingo, 1 de setembro de 2013

E o acorde é uma 3a., a mais básica das harmonias. Carrega consigo uma clima próprio, não? Nas suas ondas isoladas não carrega nada... 
Portanto a essência do acorde está nas relações. 
E a relação entre a duração e a frequência compõem a melodia...
As relações formam as metáforas, as músicas.
Isto é físico!
Não, isto é poesia!
Não. Seria maravilhoso...
Bem, se vamos embora... (e a realidade, por medo, acomodação ou sustentação involuntária, nos impõe a condição de ir)
Precisamos ir embora.

"Se as portas da percepção se abrissem, tudo apareceria como é." (W. Blake)

(O Ponto de Mutação)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O tempo de cada um*

Não podemos exigir a evolução de ninguém de acordo com nosso próprio tempo de compreensão. Cada um possui seu tempo, vinculado diretamente a transcendência de seu espírito. Aceitar não significa que a pessoa está evoluída ou que imediatamente passará a ser mais compreensiva, tolerante e humilde. Significa apenas que “está a caminho”!
Por vezes insistimos em nos decepcionar com as pessoas  que ainda engatinham na compreensão das mensagens deixadas. Muitos vivem seus dramas pessoais intensamente e sofrem por não conseguir separar suas personalidades da Individualidade. Estão a caminho... é o quê importa! E, estar a caminho não determina um tempo “x” para que despertem a Individualidade, apenas estão a caminho! Alguns despertam para a essência do bem dos ensinamentos em poucos dias, outros levam meses e existem os que levam anos, décadas, se debatendo com os próprios karmas, onde deveriam assumir, na verdade, o compromisso de cuidar.


Obviamente ao tratarmos das dores passamos a ter maior compreensão, mais tolerância, pois deveríamos passar a analisar cada lance da vida com novos olhos. Deveríamos sempre olhar o quê os outros não atinam imediatamente. Podemos analisar com o conhecimento dos dois planos!

Ao nos tornarmos mais afáveis, tolerantes, compreensivos, passamos também a atrair pessoas melhores para nossas vidas, oportunidades melhores, que antes não eram visualizadas por conta de nosso negativismo. Já repararam que quando você está reclamando de algo, logo aparece outra pessoa reclamando mais? Até quando fica falando que está com dor de cabeça, logo aparece outro dizendo que a dele dói mais? Reclamamos de problemas financeiros e nos juntamos com outros ainda mais “quebrados” que nós. Porém, ao olharmos a vida sob a outra ótica, elevamos nosso padrão vibratório, ficamos “mais positivos”, e passamos a atrair naturalmente o bom e produtivo para nossas vidas.
A mudança vem de dentro para fora. Pela consciência e compreensão é que podemos mudar nossas vidas e sermos felizes. Entenda que também cada um tem seu tempo e, se você conseguir despertar com este pequeno texto, não queira exigir que o outro também desperte.

(tx. adap. Kazagrande*)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A casa é sua



A Casa é Sua
Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio

01.12.2010
08:34

Deixe-me

"Menininha,
deixe-me lhe fazer feliz,
fazer o que nunca fiz,
oferecer-lhe o que você nunca teve,
realizar nosso sonho esperança.


Deixe-me tocar sua pele,
e com sussurros de amor
efervecer sua alma,
pulsar seus pensamentos
acendendo novos desejos.


Deixe-me acordar você com beijos
em leves toques,
acariciar seus lábios com os meus
e despertar em você
sentimentos adormecidos e esquecidos.


Deixe-me olhar seus olhos,
navegar seu mundo,
conhecer seu universo.


Deixe-me deixar
você ser o que quero que seja para mim,
a cada palavra, a cada toque...


Deixe me ser vital para você,
como você é para mim
no respirar,
no pulsar do coração,
na melodia da vida,
na luz que nos ilumina.


Deixe-me ser seu menino,
com seu carinho me faça crescer,
com seu corpo me faça abrasar
e com seu amor me faça sempre te amar.
"


15.11.2010
08:59

Voltando À Vida
 
Onde você estava quando fui queimado e arrasado?
Enquanto os dias passavam pela minha janela
Onde você estava quando fui ferido e estava indefeso
Porque as coisas que você diz e as coisas que você faz me rodeiam
Enquanto você se agarrava às palavras de outra pessoa
Morrendo pra acreditar no que você ouviu
Eu estava olhando fixamente para o sol à brilhar

Perdido no pensamento e perdido no tempo
Enquanto as sementes da vida e as sementes da mudança eram plantadas
Lá fora a chuva caía escura e devagar
Enquanto eu refletia sobre esse perigoso porém irresistível passatempo
Eu dei um passeio paradisíaco através do nosso silêncio
Eu sabia que era chegado o momento
Para matar o passado e voltar à vida

Eu dei um passeio paradisíaco através do nosso silêncio
Eu sabia que a espera havia começado
E fui direto ... em direção ao sol
 
12.11.2010
14:24

sábado, 17 de agosto de 2013

"Um dia alguém me disse que a comunicação é algo mediúnico, 
se analisarmos bem, esse alguém tinha razão.
As vezes eu me pergunto: será que nos aproximaríamos se estivéssemos em um barzinho ou numa festa? Em qualquer lugar que fosse, ou mesmo nas ruas?
Foram tantas palavras trocadas pela tela... 
Nossas 'máquinas' se conheceram muito bem!
Penso nas alegrias que já compartilhamos, de tantos assuntos que falamos.
Lembro nas inúmeras ocasiões em que leu minhas queixas, me falou de suas alegrias e conquistas, riu do que me parecia tão trágico, me fez olhar as situações sob um prisma diferente...
Poxa! Quantas vezes me fez enxergar frestas de becos que me pareciam sem saída.
Também penso nas minhas ansiedades que sentia em certos momentos, nas vezes em que dissemos "conte comigo, sempre estarei aqui..."
Havia dias em que você noticiava: hoje o dia está melhor, pois você me inspira...
Será que ainda sim nos conheceríamos nas ruas, num evento qualquer?
Nos reconhecemos quando estivemos frente a frente, olhos nos olhos, percebendo uma doce calma que se instalava naquele instante.
Nos reconhecemos sim, porque os olhos são janelas para a alma!"

(tx. adap.)

sábado, 3 de agosto de 2013

entre lo real de la muerte y la imposibilidad del luto‏...

Horário do Fim

morre-se nada 
quando chega a vez

é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos

morre-se tudo
quando não é o justo momento

e não é nunca
esse momento 


(Mia Couto, "Raiz de Orvalho e Outros Poemas")

I got a name


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você






Metade


"Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão...

...E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."

 
"Hão de concordar comigo que, se é possível escutar o que não soa, então escutar, de fato, não se faz com os ouvidos. Os ouvidos são para ouvir, o que pode vir a se tornar escutar. Mas escutar não se faz primordialmente com os ouvidos, se faz verdadeiramente com a alma."
(Mariana Martins) 

 

sábado, 20 de julho de 2013

Buraquinhos na janela [um aprendizado]

Estava curiosa para compreender o processo de aprendizado de uma criança estrangeira, de 9 anos, em uma das minhas turmas. Fui surpreendida ao pedir que ela comentasse sobre a experiência de estar aprendendo algo novo, diferente da cultura de seu país de origem, quando ela me disse - "estou fazendo buraquinhos na janela!"
Fiquei ainda mais curiosa e aos risos pedi que ela me explicasse mais sobre essa teoria.
Eis que ela sorrindo ainda mais, me disse:

-"É que a janela do meu quarto fica embaçada no inverno e pra eu enxergar o que está do outro lado eu brinco de buraquinhos fazendo mais "arzinho" com a boca e desenhando com meus dedos várias bolinhas e, em cada bolinha que desenho vou brincando mais e posso ver como está a rua e as árvores e os passarinhos e vejo se já posso sair pra brincar lá fora", assim voltou saltitante pra roda ao ver e ouvir minhas risadas, como se tivesse compreendido o ponto exato da minha surpresa.

Daí pensei como poderia aquela teoria ter tanto de obviedade... E pensei também que ao crescer, nos tornamos adultos deixando de fazer nossos buraquinhos na janela, muitas vezes aceitando o embaçado delas, sem nos darmos conta do que fica de fora do alcance dos nossos olhos. Passamos a ignorar a forma e o colorido da primavera e o deserto do outono, concluindo que: ao desembaçar as janelas, damos sentido às cores que mudam a cada estação, embora a paisagem continue a mesma.

Se o que enxergamos é o que queremos ou o que verdadeiramente é? 
É outra história....

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Não consigo evitar...


O que alguém também não evitou...
Assim me presenteio todos os dias com o que resta de um passado que passou, 
                                                       só não passa.


 “O perdão sempre existe, o julgamento é o da minha incapaz fraqueza e o vazio é do grande buraco que engole quando tento sair dele. O amor...”
(Vanessa da Mata)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Aprender...



E não apre[e]nder!
Pois o que ele aprisiona, eu liberto
O que ele adormece, eu desperto
Assim diz aquela canção...
que só o tempo livrará o meu coração 
E o tempo traz também verdade
bem distante da vaidade
Que só os meus olhos puderam ver!
Hoje, pedindo para o tempo adormecer...


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Midnight in Harlem


Well, I came to the city
I was running from the past
My heart was bleeding
And it hurt my bones to laugh
Stayed in the city
No exception to the rules, to the rule
He was born to love me
I was raised to be his fool, his fool

Walk that line, torn apart
Spend your whole life trying
Ride that train, free your heart
It's midnight up in Harlem

I went down to the river
And I took a look around
There were old man's shoes
There were needles on the ground
No more mysteries, baby
No more secrets, no more clues
The stars are out there
You can almost see the moon
The streets are windy
And the subway's closing down
Gonna carry this dream
To the other side of town.

Walk that line, torn apart
Spend your whole life trying
Ride that train, free your heart
It's midnight up in Harlem

domingo, 30 de junho de 2013

Festa na prisão

Essa saudade é assim, essa perda de contato com a sublimação do querer, que fez morada dentro da alma. Sem querer nem ela nem eu, se perdeu.
É uma perda eterna, singela na sua compreensão.
Corre na cinza das horas, latente em suas lágrimas e chega sem dar compensação, nem no tempo, nem na eternidade.
Fizeram festa na prisão, mas sozinha, ela adoeceu.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Potência... How many times can we say goodbye ?


...
"Here we are so close to the end now
Still holding on and trying to pretend now
Clinging to love we both know is dying
We've tried and tried to find the solution
But darling
All our dreams have been played out
Still we go on hopelessly trying

How many times can we say good-bye ?
How many times can we see love die ?
How many times can we give it one more try ?
Before we really say good-bye
Good-bye

We're so in love but wrong for each other
Each hurt that heals brings on another
Both of us abusing
Both of us using
Darling
It's time to stop pretending
There's just no way to rewrite our ending
We're caught in this game
And we both know we're losing, but

How many times can we breakup and makeup ?
Both of our hearts refusing to wake up
Just can't go on and on
Living a lie
Though i'll always love you..."

How many times can we say good-bye ?
(dionne warwick)

terça-feira, 25 de junho de 2013

recrearse...

Saberse negra es vivir la experiencia de haber sido masacrada en su identidad, confundida en sus expectativas, sometida a exigencias, compelida a expectativas alienadas. Pero es también, y sobre todo, la experiencia a comprometerse a rescatar su historia y recrearse en sus potencialidades” 
(Santos Souza: 83: 18)



Feelings,
Nothing more than feelings,
Trying to forget my
Feelings of love.
Teardrops
Rolling down on my face,
Trying to forget my
Feelings of love.
Feelings,
For all my life I'll feel it.
I wish I've never met you,
You'll never come again.
Feelings,
Wo-o-o feelings,
Wo-o-o, feel you again in my arms.
Feelings,
Feelings like I've never lost you
And feelings like I'll never have you
Again in my heart.
Feelings,
For all my life I'll feel it.
I wish I've never met you, girl;
You'll never come again.
Feelings,
Feelings like I've never lost you
And feelings like I'll never have you
Again in my life.
Feelings,
Wo-o-o feelings,
Wo-o-o, feelings again in my arms.
Feelings...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

até quando mais
jamais eu puder criar
empresto alguns versos seus
para a triste voz circunda de dor e mágoa
por vez não se calar
diante de tanta tristeza e silêncio
na imensidão desse tão meu [a]mar

essa voz silenciará um dia
eu sei
choro a dor desse tempo chegar
e eu, que tanto fiz para sentir
sentirei a leveza daquele que amei
e
fui amada por seu breve encanto
dentre tantas... um leve brincar


"Sem querer te perdi tentando te encontrar
por te amar demais sofri, amor
me senti traído e traidor
fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
e quem viverá um lado só?
a paixão veio assim afluente sem fim
rio que não deságua
aprendi com a dor nada mais é o amor
que o encontro das águas
esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar
qual de nós
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?
quem eu sou?
pra querer
entender
Amor"
(jorge vercillo)f

quinta-feira, 6 de junho de 2013


Ruas, becos, sons e alguma luz.
Ilustres, quietos em desespero, retalhos da
Lua.
Ypslons reticentes, intermináveis...
Fincados, entorpecidos. Dormentes na alma. 

Um viver arqueo[lógico] das palavras, das imagens e dos sentidos.

sábado, 1 de junho de 2013

na parede da memória...


"embora minha história seja raramente contada
eu despedacei minha resistência
em troca de um bolso cheio de resmungos feito promessas
tudo mentiras e chacota
ainda assim, um homem ouve o que quer ouvir
e descarta o resto..."

“olá escuridão, minha velha amiga
vim conversar com você de novo
porque uma visão um pouco arrepiante
deixou sementes enquanto eu dormia
e a visão que foi plantada em meu cérebro
ainda permanece dentro do som do silêncio...”
simon & garfunkel

“ele perdeu a cabeça?
ele pode ver ou ele é cego?
ele pode caminhar mesmo?
ou se ele se mover, ele cairá?...”
ozzy

“eu corri, eu rastejei
eu escalei os muros da cidade
estes muros da cidade
só para estar com você
mas eu ainda não encontrei
o que estou procurando...”
u2

john forgety, buddy guy, metallica...

sexta-feira, 31 de maio de 2013


[tristão e isolda - salvador dalí] 

"O que não pode ser curado com medicamentos é curado pela faca, o que a faca não pode curar é curado pelo ferro em brasa e, o que isso não pode curar, deve ser considerado incurável."
(a/d)



domingo, 26 de maio de 2013




as palavras são pura energia.
minha mãe me ensinava que há palavras que nunca se deve dizer,
jamais dirigi-la a pessoa alguma.
e que há outras que têm o dom de construir, de fortalecer quem as ouve ou lê.

que os ancestrais me deem o dom das boas palavras e me ensinem a esquecer as outras.

[silva, p.]

quinta-feira, 9 de maio de 2013

dilacerou-me então... pra sempre e mais uma vez


eu estive solta na estrada aberta
você pôde tomar todo o meu tempo
Branco e Dourado
cantar Blues tem ficado no passado...
Você pode tomar todo o meu tempo, querido
Quente ou frio

não me deixe arrasada
eu tenho viajado por muito tempo
Eu tenho tentado muito
com uma canção bonita

eu escuto os pássaros na brisa de verão, dirijo rápido
Eu estou sozinha na noite
tenho tentado arduamente não entrar em confusão, mas eu
eu tenho uma guerra em minha mente
Então eu só dirijo

Morrendo jovem e estou fingindo ser durona
esse é o jeito com que meu "pai" [...] fez de sua vida uma arte
bebemos o dia todo e conversamos até o anoitecer
Esse é o jeito que os Road Dogs fazem, dirigem até o anoitecer

não me deixe agora
não diga adeus
não me dê as costas
deixe-me chapada e seca

eu escuto os pássaros na brisa de verão, dirijo rápido
Eu estou sozinha na noite
tenho tentado arduamente não entrar em confusão, mas eu
Eu tenho uma guerra em minha mente
Eu só dirijo...

estou cansada de me sentir como se eu fosse louca
estou cansada de dirigir até ver estrelas em meus olhos
É tudo que eu tenho para me manter sã, querido
então eu só dirijo...

Eu escuto os pássaros na brisa de verão, dirijo rápido
Eu estou sozinha na noite
Tenho tentado arduamente não entrar em confusão, mas eu
Eu tenho uma guerra em minha mente
Eu só dirijo
Eu só dirijo...

(Ride – Lana de Rey)

quarta-feira, 8 de maio de 2013



*dedicated to my mother*




"Não deixe portas entreabertas.
Escancare-as ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez..."

não lembro a autora

segunda-feira, 6 de maio de 2013

do-in

cura imergencial
do
ponto de lembrança

do não lugar
do indivisível
do sentenciar
do-in-sensível

do-in-esquecível

domingo, 21 de abril de 2013

"A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos."
Picasso

sexta-feira, 19 de abril de 2013

inextinguível... Napalm

como mostrar o que fere os sentimentos?
...


se tempo é tudo que se move
quando tudo mais
está parado
se torna vizível o vivido
na montagem das imagens mortas
do fogo que não se apaga

terça-feira, 16 de abril de 2013

coisa sem nome

sem rumo
sem trilha
sem ar
sem nada 
sem mar

tanta coisa triturada naquele dedilhar...

pra quê tanto? sem nada pra tocar?

volume e quantidade podem saturar sem crise, nem ao menos, tempo de fruição: se a fonte é unica de quê adianta tanta coisa em nenhum lugar?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

As palavras saem quase sem querer,
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
(Vanessa Da Mata)

sexta-feira, 15 de março de 2013


... there was a young lady of Niger
who smiled as she ride on a tiger
they returned from the ride
with the lady inside
and the smile on the of the tiger...
                                                    (Altman)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"O medo é uma brecha que fez crescer a dor..."


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
(Lenine)