quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aquilo que vi, ou imaginei ter visto, pareceu ser tão maior e tão mais importante,
que o que logro expressar soa palavras vazias, cheias de ar, quase falsas.
Me escapou ser incapaz.
Junto várias delas, formo frases incompreensíveis, na expectativa de que alguém uma dia irá me ajudar tornando-as mais inteligíveis ao mundo, ou ao menos em mim... Ou num peito que soa inquietudes alvoroçantes, frenéticas, histéricas de saudade e dor.

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"A fala não é uma ação, não manifesta possibilidades interiores do sujeito: o homem pode falar do mesmo modo que a lâmpada elétrica pode tornar-se incandescente." 
(Merleau-Ponty)

Atrás da fala, da palavra falada está a atitude, a função que a condiciona e que pode ou não acontecer. Por isso falar é diferente de fazer. Fazer é ação, emoção... Falar é mecânico, razão.