sábado, 8 de outubro de 2011

O tempo...

O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável
do centro das atenções.
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Trampolim

Sobe desce
sirva-se de mim
Alcancei o paraíso
tendo você assim
para as horas nulas
que nunca houve [en]fim

Fostes linda
ao ser meu belo trampolim
[...]

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Blind Melon - Change

Eu não acho que o sol vá sair hoje...
ele ficou lá... Vai encontrar um outro caminho.
enquanto eu sento aqui nessa miséria
eu não acho que algum dia saberei, ó Deus
como é ver o sol daqui.

E oh! enquanto eu desapareço ao longe
eles vão olhar para mim e falar, e então vão falar
"Ei olhe pra ele! Eu nunca viverei desse jeito"
Mas tá tudo bem, só estão com medo da mudança.

E quando você sente que sua vida não vale a pena,
você tem que se erguer, e dar uma olhada em volta, olhar em direção ao céu
e quando seus sentimentos mais profundos estão quebrados
continue sonhando garoto, pois quando você para de sonhar é hora de morrer

E como todos nós somos parte do amanhã
as vezes iremos trabalhar, e outras vezes brincar
mas eu sei que não podemos ficar aqui pra sempre
Então eu vou escrever minhas palavras na face do hoje...
... e eles irão pintá-las

E oh! Enquanto eu desaparece ao longe
eles vão olhar para mim e falar, e então vão falar
"Ei olhe pra ele, e onde ele está agora"
Quando a vida é dura, você tem que mudar...

Quando a vida é dura, você tem que mudar!

domingo, 2 de outubro de 2011

O caminho parece tortuoso, às vezes é só impressão, às vezes é fato.
Podemos decidir quando é um ou outro.
Nada é tão simples que não possa parecer complicado (alguém já disse...).
Enfim, eis o [s] caminho [s].
Às vezes linha reta, poucas curvas, quase estável. 
Flores sem cores, desbotadas pelo tempo.
Outros muitos atalhos, curvas perigosas, ladeiras. 
Decidimos. Desafiar ou não. Desviar ou não. Viver ou não.
Ele [o caminho] surpreende, mas pouco importa.
O sofá é mais confortável, embora não lhe traga o descanso.
O lençol é mais cheiroso, embora deseje sentir o perfume distante.
A água é mais límpida, embora sonhe com a embriaguez do vinho.
Deseja a grama, mas se conforma com asfalto.
Deseja o mar, mas se conforma com concreto.
***
Sonha com o infinito, embora aceite o escrito.

sábado, 1 de outubro de 2011

Quando eu não fui

Não invadi seu mundo
entrei pela porta que me abriu,
mostrou-me seu belo
sua dor
não fui doutor
sou professor.

Era só de passagem... [?]

Esqueceu de me avisar
quando me avistou,
avistava a partida
não me deixava partir
tentei ficar, não pude ir.

Agora não mais precisa
dos meus laços
dos meus cachos.
Já sarou, não dói mais
já pode rir
me pediu pra seguir.

Não invadi seu mundo de solidão
fui convidada pelo seu coração...

sábado, 24 de setembro de 2011

Primazia chegada

Ele pode ser um buquê, pode ser um bocado
parece sorrir, parece falar olhado
nessa e n'outra estação
naquela que já foi e n'outra que virá

Outra [...]
transformação
metamorfismo coração

Se assim desejares, ei de tocar
se assim fugires, [não] ei de chorar
se assim morreres, ei de acalentar
se assim nasceres, ei de renovar
---
Deixe ir pela sombra do invernado
Névoa púrpura [...]
acorde dolorido, tatuado
mal cicatrizado
--
Chega-te primavera!
me leva contigo...
[?]

domingo, 18 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Por onde andei?


Na infância de latas nos pés
Risos fáceis e tolos diante da lua
Corre, salta, grita o suor da pele
E se esconde no beco alegre da rua

O ponteiro salta e corre do tempo
Que traz as marcas no rosto
E o caderno de rabisco que despaginou
As latas agora soam música
E tocam o silêncio do brilho que ficou

Nos prometem o caminho em linha reta
Mas não dizem de quem são os pés
Que seguirão a estrada escolhida por eles
Por onde andei?

Se faltar luz, não os perturbe
Se faltar água, não vos chame
Se faltar o gosto, amargue a solidão
E siga pelo caminho dos pés da multidão
Por onde andar?

Se quiseres vida, morra ao menos uma vez
E respire o cuidado de ser o seu espelho
Mas não se afogue na abundância do sentido
E nem rasgue as asas que te levam ao céu

O sonho tanto perseguiu que me encontrou
De tão farto e belo feito pelo tempo escasso
Repentina face estranha de alma vencida
O beco do meu olhar atravessou 
A velha alma de metal distante agora ressuscitou

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Calmaria

Resta pouco para se alegrar
das vestes que recobrem a falta
pouco a que se esperar
pelo que parece ser o bastante
basta ser o que posso
para ser a calmaria de outro dia
Aquela que trouxe o alento
que um dia o seu dia acalmou
mas, que nos dias atuais sua voz gritou
que nada mais lhe trazia
além de tormenta e ventania.