segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Raros e o translúcido

É ali, onde a lua nasce sob os pés e do chão brilham as luzes de um céu, onde aquela velha boa banda toca dentro de um copo enquanto um percussionista bate em compassos distantes desregrados, que os raros se encontram. Mão e instrumento, letra e melodia. Celebram sua existencia com vinho barato e prosa dispendiosa. Chegam como se já fizessem parte da paisagem e partem sem deixar vestígios de que um dia ali estiveram. (Le Rosa)

Sabe o que é?
Tem dia que nem o calor da lua e nem o brilho do sol conseguem derreter o gelo do chão que falta, então tudo que você consegue é tentar não pensar na falta que isso faz... Daí vem um raro roubante e diz tudo sobre a falta que você sente, que saiu e você nem viu chegar; ela parece cobrar o seu lugar de ontem, que deixou para trás e hoje quer fazer falta de novo. 
Quer saber? Acho que você é meu amigo Áxis, bold!
Então lhe pergunto!?! Por que tem que ser tão translúcido se há respiração latente?
Porquê?
Se entorpecidos de alquimia valente de cheiros, exalam na superfície do céu que é chão...
Por ter me tomado os olhos para ver o quão profundo é o reflexo do espelho quando se fundem, como num quadro de imagem lascívia pintada de carne.
Que buscaram-se nas horas, pelas estradas montanhosas do vale escondido pela paisagem de neblina, que é sol e lua...
Porque quero ser tão forte quanto às cores?
?
"..."
E o descompasso segue, tentando alinhar Os Raros - reis, rainhas e valetes - dos ventos que lacrimejam o céu em cores...
***
Post dedicado ao amigo ladro!!! Rs...
Ahh! Aquele da Fender Stratocaster, 1969, branca... (mais risos)