domingo, 24 de julho de 2011

Quase belo ou quase palco...

Os pratos voam presos libertos
Simbiose percurtida
Das mãos de vassoura
Quase sempre mágicas que são, que soam
De um baixo sempre à favor
De um pesar nominal quase contra
Melodicamente um agravo não tê-lo
Diante do seu estado grave
Grave estado de ser som

Envaidecidas amálgamas tecladas
Solícitas, solistas que são
Planificam nobre os arranjos ecléticos
Sintéticos, de fonética quase óbvia
Não fosse pela liberdade vibrástica
Do espaço displicente, incomum existente
Daquela quase mente, que não mente

Diante dos olhos que guiam
Enxergados pelas pontas
Que quase sangram
Acordes do infinito solto
Adiante dos olhos místicos
Lendas soltas
Dos braços de abalos vibrantes
Cantantes intrigados natos, cortantes
De alma insana
Estática ilustre inquietante
De corpos pulsantes

Entrega quase indesejada
Daquela que quase escuta

Quase viajante
Tardia tripulante
Do templo único existente
Transponente dos mundos
Lendários e lendas
Templo de tempos distantes
Da multidão de poucos
De coro atento e impreciso
Inexatidão perfeita
Quase clássico
Quase novo

À espera do grito brincante
Do agora acordado
Do sono, quase sonho distante
Labirinto propagante
Da alma que quase canta
Quase salva, quase cala
Quase cansa